Não tenho um tema exatamente interessante para discutir hoje.
Eu poderia falar sobre eleições, religião, futebol, o próximo BBB. Não, na verdade falar sobre BBB seria mais perda de tempo ainda. O fato é que eu apenas quero falar, e sinceramente não ligo se alguém vai realmente se importar de ler isso até o final. É apenas um desabafo, então pode ser meio cruel.
No meio de todas as situações eu perguntei (pra ninguém em especial) "por que? por que essas coisas acontecem?" Eu estava questionando a vida não apenas com a minha crítica racional, mas com todos os elementos, até mesmo abstratos. E isso me levou a questões tão profundas e sem respostas que eu preferi limitar minha mente apenas ao essencial. E isso foi pior ainda. Foi pior porque eu percebi que estava fazendo exatamente o que o resto da humanidade faz.
Ignorar o problema que está bem diante de mim não o resolve; não ver não significa que não existe. Ele continua lá, esperando a próxima oportunidade de aparecer. Ou então nós simplesmente nos acostumamos com sua presença incômoda, e fazemos dele nosso problema de estimação. Pensamos nele o dia todo, trabalhamos, estudamos, dormimos e acordamos ao seu lado. Quando pensamos que o resolvemos e que estamos livres...ele volta. Ou então aparece um novo. Então eu pergunto "POR QUE?".
Realmente eu quero saber por que os problemas voltam, e por que surgem novos pra substituir os que se foram. Quero saber por que a droga da Lei de Murphy existe e insiste em se provar real.
Enfim, acho que essas são as respostas que todos querem. E se todos tivessem a resposta o mundo seria infinitamente diferente. Tente imaginar um mundo sem problemas.
Não haveria guerra, fome, homicídios. Agora, pense mais perto da sua realidade.
Seu emprego seria o melhor do mundo, a faculdade não teria provas nem matérias chatas, você teria a quantidade de dinheiro dos seus sonhos, viajaria para onde quisesse nas férias, teria a família perfeita...
Enfim, não sei qual é a sua ideia de uma vida ideal, mas ela seria alcançada com as respostas para as perguntas acima. Aí pensamos " mas não existe resposta para essas perguntas, seu idiota". Errado.
A vida não é uma equação matemática, exata e lógica. Mas sim cheia de desvios, pessoas que desequilibram, acontecimentos inesperados, sentimentos descontrolados... Então, a resposta está uma citação bem conhecida, mas muitas vezes ignorada em sua essência:
"As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos." (Clarice Lispector)
Esse é o segredo.
Ser feliz não é ter uma vida sem perdas e frustrações. É ser alegre mesmo que venha a chorar, sonhar mesmo se tiver pesadelos, transformar erros em lições de vida.
Uma vez eu aprendi que quando uma coisa ruim nos acontece nós temos 90 segundos para que o nosso corpo corresponda a isso. 90 segundos até a nosso cérebro assimilar o que aconteceu e mandar estímulos para o resto do corpo e fazer o coração bater mais rápido, a pressão sanguínea subir, os hormônios serem liberados em grande quantidade e o medo, ansiedade e adrenalina dominarem nosso ser.
Se mudarmos nossa linha de pensamentos no primeiro minuto e meio em que o problema se apresenta, impedimos nosso corpo de "perceber" que algo ruim aconteceu.
É uma atitude simples muito melhor do que mandar todo mundo ao redor pra p%$#@ que pariu, melhor do que responder o chefe, melhor do que se vingar de quem te sacaneou, melhor do que chorar e se conformar. Melhor do que explodir e quebrar tudo ao seu redor e magoar as pessoas amadas com palavras proferidas com raiva. Atitudes impensadas tem consequências duradouras.
Enfim, nem era sobre isso o que eu estava falando. O que eu quero dizer é: reclamar não resolve, falar mal do outro não te faz melhor, brigar a toa não te faz mais forte, xingar não te faz mais f***.
Pegue as coisas boas e leve com você; que as ruins sirvam de lição. Aprenda a olhar a vida de outro jeito, experimente algumas mudanças. Faça das suas oportunidades as melhores do mundo, não perca tempo com coisas banais.
Se dê 90 segundos.
sábado, 11 de setembro de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
ID
Não, apesar do título, esse não é um post sobre Malhação ID.
Esses dias eu vi no orkut uma comunidade chamada "vivo na pior geração", ou alguma coisa assim. A descrição até que foi interessante, falando que é a geração do egoísmo, da acomodação e da falta de conhecimento. Realmente é.
Mas será que cada uma das pessoas membros da comunidade estão fazendo alguma coisa, qualquer coisa, pra mudar isso? É tão mais facil apenas apontar os erros e aprender a conviver com eles como se fossem normais. E lutar contra isso, contra essa maré tão forte é tão, mas tãããão difícil.
É que o ser humano tem uma necessidade tão grande de se identificar, que procura ideias para seguir, por mais absurdas que elas sejam, falam de coisas que nem sequer entendem para parecer mais inteligente, escutam bandas porque as letras de suas músicas tem a ver com a sua vida, seguem artistas no twitter porque....bem, porque eles são artistas.
Não estou discriminando nenhuma dessas coisas, jamais. Cada um tem o direito de fazer o que quiser e o que achar melhor. Mas até onde vai essa identificação?
Teoricamente, ela deve ir até onde começa a sua personalidade, suas vontades, suas opiniões. As pessoas não deviam mudar de identidade assim como a moda muda a cada estação. Sua vida e sua personalidade não são tendências, e também não estão à venda.
Pense mais sobre si mesmo, forme suas opiniões e respeite a dos outros.
Descubra quem voce é, e seja de propósito.
OBS.: E se tiver algo a dizer sobre mim ou meus textos, deixe um comentário. Afinal, não é sempre que temos a oportunidade de falar...e sermos ouvidos.
Esses dias eu vi no orkut uma comunidade chamada "vivo na pior geração", ou alguma coisa assim. A descrição até que foi interessante, falando que é a geração do egoísmo, da acomodação e da falta de conhecimento. Realmente é.
Mas será que cada uma das pessoas membros da comunidade estão fazendo alguma coisa, qualquer coisa, pra mudar isso? É tão mais facil apenas apontar os erros e aprender a conviver com eles como se fossem normais. E lutar contra isso, contra essa maré tão forte é tão, mas tãããão difícil.
É que o ser humano tem uma necessidade tão grande de se identificar, que procura ideias para seguir, por mais absurdas que elas sejam, falam de coisas que nem sequer entendem para parecer mais inteligente, escutam bandas porque as letras de suas músicas tem a ver com a sua vida, seguem artistas no twitter porque....bem, porque eles são artistas.
Não estou discriminando nenhuma dessas coisas, jamais. Cada um tem o direito de fazer o que quiser e o que achar melhor. Mas até onde vai essa identificação?
Teoricamente, ela deve ir até onde começa a sua personalidade, suas vontades, suas opiniões. As pessoas não deviam mudar de identidade assim como a moda muda a cada estação. Sua vida e sua personalidade não são tendências, e também não estão à venda.
Pense mais sobre si mesmo, forme suas opiniões e respeite a dos outros.
Descubra quem voce é, e seja de propósito.
OBS.: E se tiver algo a dizer sobre mim ou meus textos, deixe um comentário. Afinal, não é sempre que temos a oportunidade de falar...e sermos ouvidos.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Porque há o direito ao grito
Então eu grito.
Talvez não exatamente gritar, mas pelo menos expressar aquilo que eu realmente penso e que acho que todos deveriam saber. Não quero que todos pensem como eu, eu quero que através de mim as pessoas formem suas reais opiniões e parem de pegar ideias prontas e fazer disso seu estilo de vida.
Apresentação
Há tempos que não escrevo. Quer dizer, escrever, escrevo sim. Mas há tempos que não expresso minhas ideias, convicções, sonhos e visões da vida assim. O tempo de calar já passou, agora eu digo, talvez não em voz alta, o que grita dentro de mim.
Não precisa ser bonito, nem fazer as pessoas chorarem de emoção. Até porque, muitas vezes o que se passa dentro de mim, passa bem longe dos outros.
Eu quero, por meio das minhas próprias palavras, dizer o que tantas pessoas mais sábias e que vieram antes de mim já tentaram dizer; e conseguiram. Porém, quantos foram aqueles que conseguiram entender? Não se preocupe se não entender o que eu quero dizer. Afinal, temos tantos problemas, tantas coisas na cabeça que parece até banal gastar tempo procurando compreender algo além de um manual de instruções.
O que eu quero dizer é que eu não espero mudar o modo de pensar da humanidade com as minhas palavras. Eu quero que as pessoas queiram mudar. "Não quero ser poeta de um mundo caduco", já dizia o poeta. Pois é...nem eu.
Talvez não exatamente gritar, mas pelo menos expressar aquilo que eu realmente penso e que acho que todos deveriam saber. Não quero que todos pensem como eu, eu quero que através de mim as pessoas formem suas reais opiniões e parem de pegar ideias prontas e fazer disso seu estilo de vida.
Apresentação
Há tempos que não escrevo. Quer dizer, escrever, escrevo sim. Mas há tempos que não expresso minhas ideias, convicções, sonhos e visões da vida assim. O tempo de calar já passou, agora eu digo, talvez não em voz alta, o que grita dentro de mim.
Não precisa ser bonito, nem fazer as pessoas chorarem de emoção. Até porque, muitas vezes o que se passa dentro de mim, passa bem longe dos outros.
Eu quero, por meio das minhas próprias palavras, dizer o que tantas pessoas mais sábias e que vieram antes de mim já tentaram dizer; e conseguiram. Porém, quantos foram aqueles que conseguiram entender? Não se preocupe se não entender o que eu quero dizer. Afinal, temos tantos problemas, tantas coisas na cabeça que parece até banal gastar tempo procurando compreender algo além de um manual de instruções.
O que eu quero dizer é que eu não espero mudar o modo de pensar da humanidade com as minhas palavras. Eu quero que as pessoas queiram mudar. "Não quero ser poeta de um mundo caduco", já dizia o poeta. Pois é...nem eu.
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